RESENHA
EDITORIAL

Os quilates e o brilho inoxidável
A tradição dos jornais literários, que reivindicamos como a nossa, tanto pelo vigor da expressão como pela esperança de renovação – tentaremos desmenti-la, porém, em dois pontos. Deixaremos de lado os manifestos, as propostas atrevidas e sedutoras, o anúncio de revoluções nas artes. E tentaremos durar, pela utilidade e pelo serviço. Durar muitos anos sem escândalo, como a Volkswagen, o Estadão e a noblesse de robe do Judiciário.
Melhor também ir direto ao ponto antes que os leitores se impacientem. Esta Querela promete apenas uma concentrada atenção à nova criação poética e à prosa nova do lugar. Se possível, com boa dose de jornalismo, entendido como testemunho e arquitetura da informação.
Sala de áudio e vídeo

Adriano Smaniotto: A infância como profecia
Adriano Smaniotto lê o próprio texto, oferecendo ao leitor a cadência e a respiração de sua escrita.

Entre o visível e o indizível: o clipoema Menos Claras, de Marcelo Sandmann
Entre palavra, som e imagem, o poeta Marcelo Sandmann expande os limites de sua própria escrita ao gravar o clipoema Menos Claras.
ATUALIDADES / LANÇAMENTO

Carlos Dala Stella para antigas crianças e futuros adultos
O anão de asas vermelhas assume uma função de mudança de percurso: apresentado como a primeira fábula do autor, o livro desloca para a narrativa fantástica elementos já presentes em trabalhos anteriores, mais ligados à poesia e às artes plásticas.

Cruzando raízes e marés, o novo livro de Roberto Nicolato
O lançamento de Poemas de terra e mar, de Roberto Nicolato, reuniu leitores, amigos e interlocutores na Livraria Telaranha, no dia 1º de abril.

Percursos Poéticos de Péricles de Holleben Mello
O lançamento de Melodia de Uvaranas marcou a estreia literária de Péricles de Holleben Mello e apresentou ao público uma obra que condensa suas experiências de infância, juventude, vida pública e afetos.
Atualidades / FLAUTEADO

Livre das máscaras da pandemia, a poesia de Luciana Cañete
A epidemia de Covid que rapidamente se alastrou a partir de janeiro (ou seria fevereiro) de 2020 traduziu-se também como solidão, ensimesmamento e novas percepções. Aos poucos, as anotações poéticas desses dias decididamente estranhos (para emprestar esse adjetivo da apresentação que se segue, de Ricardo Pozzo) emergem para a leitura mais geral. Abrimos a primeira edição desta QUERELA com dez dos “Poemas da Quarentena” escritos nas condições de confinamento (outra palavra de que toda gente se valeu exaustivamente) pela poeta, tradutora e mestre em letras Luciana Cañete.
Desatinos, espelhos e desmemórias
Demarchi percorre lançamentos e reencontros editoriais, cruzando poesia, conto e memória crítica. De Helena Kolody a novos livros de 2026, uma leitura aguda sobre permanências, rupturas e vozes em movimento na literatura brasileira contemporânea.

Trecho de Grito Distante, novo romance de Bruno Nogueira
Em Grito Distante, Bruno Nogueira recria Curitiba como palco e personagem. A ilustração é de J. Lamarca.

Rio Apa por Cristovão Tezza
Rio Apa por Cristovão Tezza,
Um escritor carismático, uma comunidade utópica, um jovem em formação. No perfil que Cristóvão Tezza escreveu em 1998, a figura de W. Rio Apa surge como mito, mestre e enigma — e como parte decisiva de uma geração.

Santa Rosa andou pela Rua XV e desceu de trem a Paranaguá
Santa Rosa esteve aqui
Com sua prosa altamente plástica e visual, o autor de “Sentido do Tenentismo” descreveu a Rua Quinze nos anos 20/30.

Sobre a noite de poesia pornô do Wonka
Uma das terças mais concorridas do Wonka, 2 de dezembro do corrente 2025, teve como tema o erotismo em poesia, com o exagerado rótulo de Noite da Poesia Pornográfica.

Viagens fantásticas, pesadelos cruéis de Dédallo Neves
Em Viagens fantásticas, pesadelos cruéis Dédallo Neves reúne poemas que percorrem diferentes dimensões da experiência individual e coletiva.