RESENHA
EDITORIAL

Os quilates e o brilho inoxidável
A tradição dos jornais literários, que reivindicamos como a nossa, tanto pelo vigor da expressão como pela esperança de renovação – tentaremos desmenti-la, porém, em dois pontos. Deixaremos de lado os manifestos, as propostas atrevidas e sedutoras, o anúncio de revoluções nas artes. E tentaremos durar, pela utilidade e pelo serviço. Durar muitos anos sem escândalo, como a Volkswagen, o Estadão e a noblesse de robe do Judiciário.
Melhor também ir direto ao ponto antes que os leitores se impacientem. Esta Querela promete apenas uma concentrada atenção à nova criação poética e à prosa nova do lugar. Se possível, com boa dose de jornalismo, entendido como testemunho e arquitetura da informação.
Sala de áudio e vídeo

Adriano Smaniotto: A infância como profecia
Adriano Smaniotto lê o próprio texto, oferecendo ao leitor a cadência e a respiração de sua escrita.

Entre o visível e o indizível: o clipoema Menos Claras, de Marcelo Sandmann
Entre palavra, som e imagem, o poeta Marcelo Sandmann expande os limites de sua própria escrita ao gravar o clipoema Menos Claras.
ATUALIDADES / LANÇAMENTO

Fragmentos de caos ou mosaico, de Otto Leopoldo Winck
Entre amigos, taças, livros e conversas atravessadas pela literatura, o escritor Otto Leopoldo Winck levou ao Nina Restaurante, no dia 23 de maio, seu novo livro de poemas, Fragmentos de caos ou mosaico (Editora Nauta).

Carlos Dala Stella para antigas crianças e futuros adultos
O anão de asas vermelhas assume uma função de mudança de percurso: apresentado como a primeira fábula do autor, o livro desloca para a narrativa fantástica elementos já presentes em trabalhos anteriores, mais ligados à poesia e às artes plásticas.

Cruzando raízes e marés, o novo livro de Roberto Nicolato
O lançamento de Poemas de terra e mar, de Roberto Nicolato, reuniu leitores, amigos e interlocutores na Livraria Telaranha, no dia 1º de abril.
Atualidades / FLAUTEADO

Livre das máscaras da pandemia, a poesia de Luciana Cañete
A epidemia de Covid que rapidamente se alastrou a partir de janeiro (ou seria fevereiro) de 2020 traduziu-se também como solidão, ensimesmamento e novas percepções. Aos poucos, as anotações poéticas desses dias decididamente estranhos (para emprestar esse adjetivo da apresentação que se segue, de Ricardo Pozzo) emergem para a leitura mais geral. Abrimos a primeira edição desta QUERELA com dez dos “Poemas da Quarentena” escritos nas condições de confinamento (outra palavra de que toda gente se valeu exaustivamente) pela poeta, tradutora e mestre em letras Luciana Cañete.
Desatinos, espelhos e desmemórias
Demarchi percorre lançamentos e reencontros editoriais, cruzando poesia, conto e memória crítica. De Helena Kolody a novos livros de 2026, uma leitura aguda sobre permanências, rupturas e vozes em movimento na literatura brasileira contemporânea.

Trecho de Grito Distante, novo romance de Bruno Nogueira
Em Grito Distante, Bruno Nogueira recria Curitiba como palco e personagem. A ilustração é de J. Lamarca.

Rio Apa por Cristovão Tezza
Rio Apa por Cristovão Tezza,
Um escritor carismático, uma comunidade utópica, um jovem em formação. No perfil que Cristóvão Tezza escreveu em 1998, a figura de W. Rio Apa surge como mito, mestre e enigma — e como parte decisiva de uma geração.

Santa Rosa andou pela Rua XV e desceu de trem a Paranaguá
Santa Rosa esteve aqui
Com sua prosa altamente plástica e visual, o autor de “Sentido do Tenentismo” descreveu a Rua Quinze nos anos 20/30.

Sobre a noite de poesia pornô do Wonka
Uma das terças mais concorridas do Wonka, 2 de dezembro do corrente 2025, teve como tema o erotismo em poesia, com o exagerado rótulo de Noite da Poesia Pornográfica.

Viagens fantásticas, pesadelos cruéis de Dédallo Neves
Em Viagens fantásticas, pesadelos cruéis Dédallo Neves reúne poemas que percorrem diferentes dimensões da experiência individual e coletiva.