Uma das terças mais concorridas do Wonka, 2 de dezembro do corrente 2025, teve como tema o erotismo em poesia, com o exagerado rótulo de Noite da Poesia Pornográfica. Os idealizadores da sessão libertina, o jornalista Carlos Kaspchak e a empresária e anfitriã Ieda Godoy, tiveram a boa intençao de deixar os presentes à vontade para liberarem as musas da sensualidade. Havia um precedente de anos atrás que deixou rastros felizes na memória de vários.
Nesta última edição houve de tudo: desde poemas conceituais e espirituosos, passando pela minuciosa descriçaõ dos diferentes estados associados à física do amor e seus instrumentos, com o inevitável emprego do adjetivo “entumescido”. Lá estiveram alguns dos nomes com lugar assegurado na poesia contemporânea em Curitiba, bem como novos e novíssimos, confirmando a tradição de relevância das noites de terça da Casa.
A timidez e o recato, tão raros na praça, foram contemplados com uma aparição surpreendente, a da jovem terapeuta Lorenza Di Braschi, que se valeu de um dos intervalos e da falta de quorum concomitante (pois muitos se retiram para o fumódromo e outros recintos) para dizer poemas confessionais de muita graça e sobretudo sinceridade, numa reafirmação do polo sentimental da Poesia. À reportagem, ela esclareceu que não se tratava da revelação de uma paixão mas sim da saída de um caso sério.
Segue amostragem do pronunciamento de Lorenza, gravado em celular por nosso cameraman Joaquim LaMarca.