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	<title>Arquivo de Um exercício de memória sobre Dona Dora e seu Adil - Querela</title>
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	<title>Arquivo de Um exercício de memória sobre Dona Dora e seu Adil - Querela</title>
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		<title>José Adil Blanco de Lima sobre: Um exercício de memória sobre Dona Dora e seu Adil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin-querela]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Nov 2023 17:36:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Banco de resenhas]]></category>
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		<category><![CDATA[Um exercício de memória sobre Dona Dora e seu Adil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O historiador José Adil de Lima faz em linhas objetivas e esclarecedoras um percurso emocionante: - resenha a nosso pedido o livro de seu pai, uma biografia de seu avô. </p>
<p>O post <a href="https://querela.com.br/jose-adil-blanco-de-lima-sobre-um-exercicio-de-memoria-sobre-dona-dora-e-seu-adil/">José Adil Blanco de Lima sobre: Um exercício de memória sobre Dona Dora e seu Adil</a> apareceu primeiro em <a href="https://querela.com.br">Querela</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="3513" class="elementor elementor-3513">
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				</div>
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							<p><em>“Enquanto o Comissário entrava, nós demos a volta e entramos pela porta dos fundos. Mamãe já choramingando com o Junior no colo, a Lúcia ao seu lado, assustada e perplexa como nós todos, ouvimos o Comissário relatar que uma vizinha havia visto luz acesa de madrugada e deduziu que o Lima havia voltado para casa e comunicou à Polícia. Como havia uma ordem de prisão contra os comunistas, tinha vindo cumpri-la (&#8230;). Já do lado de fora da casa, notei que uma pequena multidão se formara na rua e todos puderam ver o Lima caminhando calmamente, com a cabeça erguida, sério, mas sem expressar medo ou constrangimento, entrar na viatura junto com os soldados armados (&#8230;). Os dias seguintes à prisão do Papai foram muito desagradáveis. (&#8230;) As pessoas mais ignorantes e menos civilizadas nos hostilizaram, sempre no limite das respectivas covardia e crueldade, ora cochichando delírios sobre as barbaridades perpetradas pelos comunistas se não fossem presos, ora desejando que a fome e outras desgraças nos consumissem rapidamente.” (LIMA, 2023, p. 84-85).</em></p>						</div>
				</div>
					</div>
		</div>
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							<p>Essa parte da narrativa, que discorre sobre a militância política de Seu Adil e a perseguição durante a ditadura militar, talvez seja a parte mais importante e bem fundamentada do livro. Paulo Rolando complementou suas memórias individuais com um largo conhecimento de história do Brasil, especialmente durante esse período tão autoritário e sombrio.</p><p>Nesse sentido, deve-se destacar a interlocução do autor com o historiador José Bento Rosa da Silva, que assina o prefácio do livro. José Bento tem uma vasta produção acadêmica a respeito do protagonismo negro e das lutas enfrentadas por “homens e mulheres de ébano” em Santa Catarina. Por conta disso, a experiência e a militância política de Seu Adil não lhe passaram despercebidas. José Bento compartilhou com Paulo Rolando uma série de documentos e informações importantes a respeito do processo e da prisão de Seu Adil durante o regime militar.</p><p>Em suma, “Um exercício de memória”, de Paulo Rolando de Lima, é um livro bastante pessoal, escrito com afeto e sensibilidade. Trata-se de uma leitura fundamental para todos aqueles que se interessam pela presença e cultura negra no Sul do País e pelas formas de resistência aos autoritarismos da ditadura militar no Brasil.</p>						</div>
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							<p><strong>José Adil Blanco de Lima</strong> é professor de História junto à Universidade Estadual do Norte do Paraná e filho do autor.</p>						</div>
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		<p>O post <a href="https://querela.com.br/jose-adil-blanco-de-lima-sobre-um-exercicio-de-memoria-sobre-dona-dora-e-seu-adil/">José Adil Blanco de Lima sobre: Um exercício de memória sobre Dona Dora e seu Adil</a> apareceu primeiro em <a href="https://querela.com.br">Querela</a>.</p>
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